domingo, 25 de setembro de 2011
Sopa
Sopa fervida,
que ferve nas veias da gente perdida.
Sopa bebida,
para a bébe deitada e adormecida.
Sopa gelada,
que gela a alma da velha esquecida.
Sopa cozida,
que alimenta a família de novo sofrida.
Sopa nutrida,
que engorda o Rico sem suor nem ferida.
Sopa sentida,
que se azeda e respira na noite despida.
Sopa esquecida,
que lembra a fome e doença aguerrida.
Sopa sonhada,
que repousa no jazido da casa amada.
Sopa esquentada
que pesa na boca aflita e amargurada.
Sopa envenenada,
que ressuscita a liberdade quebrada.
Sopa passada,
que passa na ruas da voz acorrentada.
Sopa erguida,
que assombra a fé de gente entendida.
Vítor Horta
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