terça-feira, 27 de setembro de 2011

Arte vivida


Cinzel frio de soberba cantante,
Mármore ardente de beleza cor.
Lápis solto de coração distante
Poema de vida gemendo amor.

Pincel de sangue que bombeia
Tinta crua na tela franca.
Cálida pauta que incendeia
Doce melodia de pérola branca.


Voz alada no palco santo,
Cativa a fome que se mata.
Actor de rua de nobre manto,
Taciturno herói que não farta.

Vítor Horta

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