segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Luta do agora

A sombra que desfaz a luz que antes penetrava
No emaranhado de folhas castanhas de fuligem.
É fria!
Tão fria como a água,
Que ele bebia antes de a conhecer.
Eram bons tempos!
Apesar de frio!
Apesar do silêncio!
Agora não é muito diferente
Apesar da dor ser maior,
Clamando por uma palavra por um gesto.
Será que ainda há esperança para ele?
Arrefeceu, mas continua bem vivo,
Recusa-se a morrer!

Ainda não - diz ele!

Vítor Horta

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